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Mioma no útero: quando preciso operar?

O mioma uterino deve ser tratado e acompanhado por especialistas


Divulgação: Agência Seo Analytics
É muito comum ouvir mulheres falando sobre o mioma uterino. Isso porque ele é o tumor benigno mais frequente encontrado nas mulheres em idade reprodutiva. 

Para realizar esse diagnóstico, é necessário que você tenha um acompanhamento médico, nesse caso, com a ginecologista. 

Este acompanhamento rotineiro permite o diagnóstico precoce do mioma, favorecendo intervenções e tratamento adequado, quando necessário.
Mesmo sendo um problema muito comum não é necessário se desesperar. Afinal, a grande maioria dos miomas são pequenos e não costumam causar sintomas. 

Os tratamentos dos miomas podem variar desde o acompanhamento com exames de imagem até uma retirada do útero (histerectomia). 

Por isso, se você quer saber um pouco mais sobre o mioma, quais são os seus tipos, sintomas e quando há necessidade de operar, continue a leitura deste artigo e venha descobrir com a gente tudo sobre os miomas uterinos. 

O que é o mioma uterino? 

O mioma nada mais é do que um tumor, originado da fibra muscular que constitui o corpo do útero da mulher. 

É secundário a proliferação das células dessa região, que passam a crescer com uma arquitetura mais ovalada, formando os nódulos miomatosos.
É muito importante que o médico consiga identificar a localização e o tamanho do mioma, pois isto será essencial para definir a necessidade cirúrgica. 

A determinação da localização do mioma é feita por meio dos exames de imagem do útero, como por exemplo, o ultrassom transvaginal ou a ressonância magnética da pelve. 

Sintomas 

Os sintomas mais frequentes relacionados aos miomas são: 

Aumento do fluxo menstrual, menstruação com coágulos 

Dor durante a relação sexual ou dor no baixo ventre 

Aumento do volume abdominal, nos casos de miomas volumosos 

Dificuldade para engravidar. 

Caso a paciente apresente qualquer um desses sintomas, recomenda-se investigar com exame físico ginecológico no consultório, além de exames complementares. 

O exame complementar inicial é a ultrassonografia transvaginal, onde será possível evidenciar a presença do mioma uterino, sua localização e seu tamanho estimado. 

Outra opção é a realização da ressonância magnética da pelve, exame de preferência quando houver múltiplos miomas ou miomas volumosos

A histeroscopia também pode ser indicada quando há suspeita de mioma submucoso. Este exame é feito por uma câmera de fino calibre que adentra o canal vaginal, seguindo o trajeto do colo uterino e útero. 

Tipos de Miomas 

Miomas Submucosos 

Os miomas submucosos são aqueles que ficam localizados bem pertinho ao endométrio, tecido interno do útero. É nessa cavidade em que o embrião se desenvolve durante a gestação. 

Miomas Intramurais 

Os miomas intramurais por sua vez são aqueles que estão localizados no interior do miométrio. É a localização mais comuns dos miomas. 

Miomas Subserosos 

Por fim, os miomas subserosos são aqueles que estão localizados na camada mais externa do útero. 

Quando operar? 

Agora que já entendemos o que é o mioma uterino, como é feito seu diagnóstico, vamos explicar quais as situações em que a cirurgia é recomendada. 

Uma informação muito importante é que não são todos os casos que necessitam de cirurgia. 

Justamente por isso marcar uma avaliação com o ginecologista é essencial para definir qual o melhor tratamento para o seu caso. 

De forma geral, a principal indicação cirúrgica é quando a paciente já manifesta diversos sintomas como hemorragias intensas sem controle com o tratamento medicamentoso, ou mesmo anemia e necessidade de transfusão sanguínea. 

Outra indicação de cirurgia está relacionada ao desejo gestacional. Neste caso, miomas submucosos de qualquer tamanho, ou mesmo miomas intramurais/subserosos volumosos, podem ter indicação cirúrgica antes de engravidar. 

Isso porque dependendo do tamanho e localização dos miomas, há maior risco de abortamento e complicações na gestação. 

As cirurgias que retiram apenas o mioma são sempre a primeira naquelas mulheres que desejam preservar o futuro reprodutivo. 

No caso de miomas submucosos, a via cirúrgica recomendada é a histeroscopia, em que é possível a retirada do mioma submucoso sem a necessidade de cortes no abdome. 

Essa cirurgia é feita com o uso de um equipamento cirúrgico que irá de certo modo cortar e coagular o mioma pela parte interna do útero, sem cortes na barriga. 

Por fim, existem ainda os casos em que os miomas já são muito volumosos e a mulher já apresenta prole constituída, sem novo desejo gestacional, em que optamos pela retirada total do útero, procedimento chamado de histerectomia. 

É muito importante ressaltar que essa cirurgia não irá modificar a feminilidade da mulher e também não afetará o prazer sexual. 

Conclusão 

Após a leitura deste texto, foi possível concluir que os miomas uterinos são muito frequentes e, na grande maioria dos casos, não precisam ser retirados, apenas acompanhados. 

É essencial que as mulheres façam visitas regulares ao ginecologista para um diagnóstico e acompanhamento adequados. 

Caso passem a apresentar algum sintoma relacionado ao mioma uterino, como sangramento vaginal intenso, infertilidade, pode haver a necessidade de uma cirurgia. 

Lembre-se que a avaliação com o ginecologista é fundamental para definir a melhor estratégia e tratamento para seu caso. Espero que tenham gostado!

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